segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Erra pelo mundo à procura do ato libertador e se distrai com sutilezas...

Ludwik Flaszen

sábado, 15 de maio de 2010

quinta-feira, 13 de maio de 2010

A MEUS CADERNINHOS! TENHO QUE PASSÁ-LOS PARA CÁ! RSRSRS

As folhas já amarelando, umas já se foram, se perderam na estrada, e é o que mais me apego e sinto falta, os caderninhos que não voltam, a poesia que dizia tudo e parecia sempre dizer um pouquinho mais e preencher o peito quando relidas, principalmente em diferentes momentos da vida. Pra mim, aquelas folhas remendadas e até descuidadas, que um dia a moça da faxina confundiu com lixo e me ofendeu profundamente - fui salvá-las de dentro da sacola fechada - pra mim valem mais que ouro! Nesse campo a enlaçadora de mundos não exercita o fundamental desapego, imagina!
Um dia um rapaz que beijei e conversamos sobre poesia, me flerta com um bolo de folhas, visivelmente arrancadas do caderno: os rascunhos, os originais, um punhado ali, pra mim. Nem me beijou naquele dia, saiu correndo exercitando o desapego. Hoje me deparei com estas folhas... que poeta! Guardei todas! Como se fossem minhas! São tão boas... mas é triste que só eu possa desfrutar do mecanismo mais perfeito de sublimação... Será que ele vai achar ruim se colocá-las aqui, uma a uma, pra todo mundo ver como é bom mesmo? Mas... Como era mesmo o nome dele?

3 letrinhas, nada simples

Pediram-me que escrevesse sobre o feminino... E eu flutuei avulsa, buscando nos arquivos da memória, onde. Mas que descarada! Olha pra ela! Com sua curva e gordura, com seu leite, com enfeite. O acaso-filha, a amante voraz, aquela que compraz e se agiganta no peito. Ela está aí sempre! Me perseguindo e rebolando sedutora. Ela ri, sonsa, fingindo que não viu, que não entendeu, que não se ofendeu. Porque ela é libriana e odeia bafão!

Vaidosa! Carinhosa! Ela - 3 letrinhas, nada simples.

domingo, 28 de dezembro de 2008

Santíssima Trindade



Das paisagens de minha alma
Trindade é uma delas
Belo contorno de um encontro
Clara, preenchida de sons
Porque esta terra tanto me chama?

Sépia, misto de frio e calor
Penso no sexo oposto
E faço amor com a terra
Esta terra que tem sempre algo a me dizer
Digo sim e contemplo estarrecida as intensidades de seus trânsitos

Trindade carrega a matriz das folhas atlânticas,
Cabeças dos índios, terra
terra, terra que sou,
eterna regada
Brota água da pedra
Pedra que engole

Quantas vezes já olhei pra esse mesmo horizonte?
O sol aparece pra quem acorda cedo (ou não dorme)
O sol também aparece pra quem respeita e ama a madrugada.
O sol aparece e eu hoje faço parte da santíssima Trindade.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Harmonia do cotidiano

Um dia em que me permiti parar. Um dia que me assola a preguiça e a serena compreensão do tempo certo das coisas. Sincronia.
Navego nesse mundo virtual onde posso exercer minha liberdade de escolha de forma fugaz. Navego e a poesia me atrai. Sempre. Inconscientemente me atrai esse mar vasto de idéias e pensamentos diluídos, organizadamente caos, de um organização que desconheço, mas sinto. Uma organização instantânea à luz de minha atenção.
A tensão.
As formas se tensionam para existir. Um eterno parir, um feminino largo, abrangente, cabem todos, todas as possibilidades. Vem o criador, o artista moldando esse barro inebriante. E eu compartilho cúmplice e atuante, meu olhar atua, cria pensamento. Tempo é arte.
"Te sabe, te contempla. " Hilda Hilst

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Movimento II

"As coisas passando... Eu quero é passar por elas, eu quero é não deixar nada mais do que as cinzas de um cigarro e a marca de um abraço no meu corpo"

Canta Jards Macalé, em "Os Sertões", Teatro Oficina Uzyna Uzona