segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A FUNÇÃO DA FUNÇÃO!!!



Numa conversa com o diretor do "Tá na Rua", Amir Haddad, num encontro de teatro, ele falou sobre a teoria da clarividente Tia Neiva - responsável pela criação do vale do amanhecer, uma espécie de hospital espiritual sincrético situado nos arredores de Brasília, ver http://www.youtube.com/watch?v=dRyLLTvs00c. - Segundo ela tem teatro e artes nos planos espirituais, onde os artistas cumprem a função de elevar os espíritos apegados a sentimentos de baixa frequência que pesam o corpo astral da Terra e "encantando-os", ou "intrigandodo-os" com questões elevadas, eles possam apegar-se a sentimentos com mais luz e serem seduzidos a encarar o processo vital de outra forma.

Amir disse que veio a Brasília com um grupo que tinha dois anos de existência e estava em profunda crise. Um amigo levou-o ao Vale para conhecer. Quando encontrou aquela figura emblemática - uma candanga semi analfabeta, ex-caminhoneira de olhos que viam além e uma cabeleira preta de bruxa, de mulher que sabe... -  TIA NEIVA. Ela afirmou que faziam dois anos que  esperava a visita de um grupo de teatro e lhe contou sobre o que sabe. Ele saiu de lá modificado, com um profundo sentimento de pertencimento ao mundo, ao universo. Faz teatro de rua até hoje e diz que nunca se vendeu ao ego ou a indústria cultural. Seu negócio é com o povo, com o mendigo da rua sujo, bêbado e sem chão. Seu trabalho é encantar essas almas, colorindo um pouco seu cotidiano triste. O "Tá na rua" lançou um livro nesta ocasião e eu incrivelmente ganhei um. E na página intitulada "A Função da função" que relata este caso, existe um desenho muito bonito com pessoas em volta de artístas de rua e são vários espetáculos em uma grande praça pública. É incrível, visualmente, são círculos espirituais mesmo! Com a fonte de luz no meio. O homem criador é fonte de luz e um projeto de estrela. Acendemos estrelas!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Erra pelo mundo à procura do ato libertador e se distrai com sutilezas...

Ludwik Flaszen

sábado, 15 de maio de 2010

quinta-feira, 13 de maio de 2010

A MEUS CADERNINHOS! TENHO QUE PASSÁ-LOS PARA CÁ! RSRSRS

As folhas já amarelando, umas já se foram, se perderam na estrada, e é o que mais me apego e sinto falta, os caderninhos que não voltam, a poesia que dizia tudo e parecia sempre dizer um pouquinho mais e preencher o peito quando relidas, principalmente em diferentes momentos da vida. Pra mim, aquelas folhas remendadas e até descuidadas, que um dia a moça da faxina confundiu com lixo e me ofendeu profundamente - fui salvá-las de dentro da sacola fechada - pra mim valem mais que ouro! Nesse campo a enlaçadora de mundos não exercita o fundamental desapego, imagina!
Um dia um rapaz que beijei e conversamos sobre poesia, me flerta com um bolo de folhas, visivelmente arrancadas do caderno: os rascunhos, os originais, um punhado ali, pra mim. Nem me beijou naquele dia, saiu correndo exercitando o desapego. Hoje me deparei com estas folhas... que poeta! Guardei todas! Como se fossem minhas! São tão boas... mas é triste que só eu possa desfrutar do mecanismo mais perfeito de sublimação... Será que ele vai achar ruim se colocá-las aqui, uma a uma, pra todo mundo ver como é bom mesmo? Mas... Como era mesmo o nome dele?

3 letrinhas, nada simples

Pediram-me que escrevesse sobre o feminino... E eu flutuei avulsa, buscando nos arquivos da memória, onde. Mas que descarada! Olha pra ela! Com sua curva e gordura, com seu leite, com enfeite. O acaso-filha, a amante voraz, aquela que compraz e se agiganta no peito. Ela está aí sempre! Me perseguindo e rebolando sedutora. Ela ri, sonsa, fingindo que não viu, que não entendeu, que não se ofendeu. Porque ela é libriana e odeia bafão!

Vaidosa! Carinhosa! Ela - 3 letrinhas, nada simples.

domingo, 28 de dezembro de 2008

Santíssima Trindade



Das paisagens de minha alma
Trindade é uma delas
Belo contorno de um encontro
Clara, preenchida de sons
Porque esta terra tanto me chama?

Sépia, misto de frio e calor
Penso no sexo oposto
E faço amor com a terra
Esta terra que tem sempre algo a me dizer
Digo sim e contemplo estarrecida as intensidades de seus trânsitos

Trindade carrega a matriz das folhas atlânticas,
Cabeças dos índios, terra
terra, terra que sou,
eterna regada
Brota água da pedra
Pedra que engole

Quantas vezes já olhei pra esse mesmo horizonte?
O sol aparece pra quem acorda cedo (ou não dorme)
O sol também aparece pra quem respeita e ama a madrugada.
O sol aparece e eu hoje faço parte da santíssima Trindade.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Harmonia do cotidiano

Um dia em que me permiti parar. Um dia que me assola a preguiça e a serena compreensão do tempo certo das coisas. Sincronia.
Navego nesse mundo virtual onde posso exercer minha liberdade de escolha de forma fugaz. Navego e a poesia me atrai. Sempre. Inconscientemente me atrai esse mar vasto de idéias e pensamentos diluídos, organizadamente caos, de um organização que desconheço, mas sinto. Uma organização instantânea à luz de minha atenção.
A tensão.
As formas se tensionam para existir. Um eterno parir, um feminino largo, abrangente, cabem todos, todas as possibilidades. Vem o criador, o artista moldando esse barro inebriante. E eu compartilho cúmplice e atuante, meu olhar atua, cria pensamento. Tempo é arte.
"Te sabe, te contempla. " Hilda Hilst